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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Mocidade demite Wander Pires e contrata Davi do Pandeiro

O troca-troca ainda não acabou no Carnaval Carioca. A ausência na feijoada que a Mocidade realizou no último fim de semana foi a gota d'água para a diretoria da escola demitir o intérprete Wander Pires. Prata da casa, com nove desfiles e um título pela verde-branco de Padre Miguel, Wander vinha enfrentando divergências com o comanda da escola.
E o destino de Wander pode ser a Viradouro, já que, ao que tudo indica, de lá vem o novo intérprete da Mocidade. É David do Pandeiro, outra cria de Padre Miguel e que em 2009 defendeu a vermelho-e-branco de Niterói. Quem também pode surgir no carro de som da Viradouro é Nêgo, que puxou a escola no desfile de 2008.
Fonte: Samblog / SRZD Carnavalesco

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Conheça um pouco da história de David do Pandeiro, novo intérprete da Unidos do Viradouro

Carioca David do Pandeiro começou no carnaval a cantar sambas de quadra na Estação Primeira de Mangueira. Daí sua admiração pelo mestre Jamelão. Porém, sua influência mais explícita é o jeito de animador e “enterteiner” de Dominguinhos do Estácio, a quem considera seu padrinho musical e seguidor, de quem afirma herdar o gosto pelos gritos de empolgação. Alguns críticos o vêem como um mero imitador de Dominguinhos. O apelido surgiu porque David também foi músico de serestas, junto com Mané do Cavaco. Como tocava pandeiro, virou o “David do Pandeiro”. Considera que cantar é uma dádiva de Deus, já que nunca fez curso de canto nem coisa semelhante, no entanto, sua afinação é garantida por tocar cavaquinho e violão.
O intérprete também teve passagens nos carnavais de Manaus, Guaratinguetá (SP) e na Bahia. Também foi apoio de Jamelão, na Mangueira, de Ney Vianna, na Mocidade (esteve no desfile de 1985, “Ziriguidum, 2001), Tupy de Brás de Pina, São Clemente, Grande Rio e Unidos de Lucas. David do Pandeiro começou a ter maior visibilidade quando assumiu a vaga de puxador da Estácio em 1996, após a demissão de Dominguinhos pela diretoria da escola. Depois passou pela Unidos da Tijuca, retornou à Mocidade e Imperatriz. Foi demitido da Imperatriz às vésperas do carnaval de 2004, por não ter honrado os compromissos profissionais firmados com a escola. Deveria puxar o samba da Santa Cruz em 2005, mas foi substituído pelo novato Daniel Silva. É um dos puxadores preferidos pelos compositores para defender sambas nas eliminatórias.
No carnaval de 2005, David do Pandeiro puxou a Flor da Mina do Andaraí, escola do Grupo C do Rio. Para 2006, chegou a ser confirmado na Grande Rio, escola que já defendera em 1992. Porém, acabou dispensado pela escola. Desde 2007, defende a Santa Cruz na Sapucaí. David foi contratado pela verde-e-branco após defender nas eliminatórias o samba campeão para o carnaval 2007. Em 2008, interpretou o samba da Santa Cruz na avenida, mesmo após uma recente internação no CTI motivada por uma hipertensão.
David do Pandeiro lembra seus dois momentos mais marcantes na Marquês de Sapucaí. Em 1992, quando assumiu a vaga deixada por Dominguinhos do Estácio na Grande Rio, e defendeu “Águas claras para um rei negro”. A escola foi campeã e subiu para o Grupo Especial. O outro, em 1999, na Unidos da Tijuca, também no Grupo A, interpretou o antológico “O Dono da Terra”, considerado por muitos como o melhor samba dos últimos tempos, depois de “Os Sertões”.

INÍCIO: Estação Primeira de Mangueira, cantando sambas de quadra em 1980. Foi apoio de Jamelão (Mangueira), Ney Vianna (Mocidade 1985-1989) e de Dominguinhos do Estácio na Grande Rio (1990-1991) e na Estácio (1992-1995).


Primeiro ano como intérprete oficial: 1989
1989 - Tupy de Brás de Pina
1992 – Acadêmicos do Grande Rio
1993 – Unidos de Lucas
1995 - Villa Rica
1996 e 1997 – Estácio de Sá
1998 - São Clemente
1999 e 2000 – Unidos da Tijuca
2001 – Mocidade
2003 – Imperatriz Leopoldinense (David gravou o samba da Imperatriz de 2004 no CD, mas não o puxou na Sapucaí)
2005 - Flor da Mina do Andaraí
Desde 2007 - Santa Cruz
GRITO DE GUERRA: Arrebenta, (nome da escola)!
GRITOS DE EMPOLGAÇÃO: “arrebenta, bateria”; “plim”; “diz de novo”; “hei... hei... hei... hei...” (semelhante aos do Dominguinhos do Estácio).
Possui um prêmio Sambanet de melhor intérprete do Grupo A de 1999, quando defendeu a Unidos da Tijuca.

Unidos do Viradouro Troca de Intérprete: Negô sai David do Pandeiro entra.

David do Pandeiro (foto ao lado) é o dono da nova voz oficial da Unidos do Viradouro. David, de 49 anos, foi contratado pelo presidente Marco Lira para substituir Nego, demitido na noite desta terça-feira, 15, por ter faltado, na véspera, à gravação do samba da escola para o CD oficial dos sambas-enredo para o Carnaval de 2009.
David do Pandeiro tem 26 anos de carreira como cantor de escola de samba. Estreou em 1982, como auxiliar de Jamelão, na Mangueira. Passou pela Grande Rio, Estácio de Sá, São Clemente, Unidos da Tijuca, Mocidade e Imperatriz Leopoldinense. Nos dois últimos carnavais esteve na Marquês de Sapucaí como intérprete da Acadêmicos de Santa Cruz, no Grupo de Acesso A.
Durante as eliminatórias do concurso que escolheu o samba-enredo da Viradouro para 2009, David foi o intérprete da obra campeã, que tem como autores Heraldo Faria, Flavinho Machado, Edu, Rafael e Floriano.
O novo cantor da vermelho e branco de Niterói disse que foi surpreendido, na noite desta terça-feira, com o pedido para que comparecesse à quadra da escola.
- Eu não estava em casa e me deram o recado que o Ciça (mestre de bateria da Viradouro) tinha ligado e pedido que eu comparecesse com urgência à quadra da escola. Saí de Realengo e fui correndo pra lá. Nem sabia do que se tratava. Quando cheguei, a bateria já estava ensaiando. Pediram para eu subir no palco e cantar o samba. Quando desci, o Ciça me levou até a sala do presidente. Só então fui informado que o Nêgo tinha sido dispensado. O presidente conversou comigo e acertamos tudo. Foi uma dádiva de Deus, foi um presente - contou David, que colocará voz na gravação do CD na próxima sexta-feira.
O presidente Marco Lira criticou a falta de profissionalismo de Nêgo.
- O Nêgo não foi profissional, porque um verdadeiro profissional não faltaria a um momento tão importante como é a gravação do CD de samba-enredo da escola. Ele tinha que estar no estúdio ontem, às 11 da manhã, assim como estavam o Ciça e todos os outros músicos profissionais envolvidos na gravação. Ele não apareceu e não deu qualquer justificativa - afirmou o dirigente.
Na última segunda-feira, data agendada para a gravação, diversas pessoas da escola, tentaram, por várias horas seguidas, um contato telefônico com o ex-intérprete da Viradouro, como explica o diretor de carnaval da Viradouro, Junior Schall.
- A gravação estava marcada para às 11. O Nêgo tinha sido avisado do compromisso por mim, pelo Ciça e pelo próprio Zacarias (Siqueira de Oliveira, responsável pela arregimentação das escolas e pela direção artística do CD). O Ciça e os músicos chegaram no estúdio na hora marcada. Quarenta minutos depois, como o Nêgo não apareceu, o Ciça ligou e pediu que eu tentasse localizá-lo para saber se ele já estava a caminho. Várias pessoas da escola se mobilizaram para tentar falar com o Nêgo. Foram quatro horas seguidas tentando. No telefone de casa ninguém atendia. Os dois celulares dele estavam ligados e ele também não atendeu. Fui à casa dele. Quando cheguei, ele estava com os dois celulares na mão e deu a desculpa de que tinham passado pra ele a informação de que ele só teria que estar no estúdio às 17 horas, o que não era verdade. Ele estava com os dois telefones na mão, com várias chamadas não atendidas, e não retornou nenhuma das ligações - relatou Junior.
Nêgo estreou na escola de Niterói no último Carnaval. A apresentação oficial de David do Pandeiro como novo intérprete da Unidos do Viradouro será neste sábado, no ensaio da agremiação, que começa às 22 horas.