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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Laíla critica direção da Vila

Rio - As escolas do Grupo Especial ainda estão longe de pisar na Avenida, mas a guerra nos bastidores já começou. Coprodutor do CD dos sambas-enredo há 39 anos, o diretor de Carnaval da Beija-Flor, Laíla, diz que foi impedido de participar da gravação da faixa da Vila Isabel pela direção da azul-e-branco. O registro do hino da Vila foi feito na última sexta-feira, na Cidade do Samba. Naquele dia, Laíla recebeu uma ligação do produtor executivo do álbum, Zacarias Oliveira, dizendo que ele não precisaria chegar cedo para trabalhar.



Laíla: 'Fiquei muito triste com essa atitude da Vila

''Fiquei muito triste com essa atitude da Vila. Até agora não sei o motivo disso. Não hora fiquei muito 'p...' porque nunca tinha acontecido antes. Tive uma vez um problema com a Imperatriz, mas logo foi resolvido. Mas fazer o que? Não gravei uma, mas gravei 11. Continuo gostando da Vila. Amanhã (terça) terá o complemento da gravação deles e eu também não estarei lá', desabafou.

Na última sexta-feira, a Vila realizou sua gravação na Cidade do Samba pela manhã. Depois de conversar com Zacarias, Laíla contou que recebeu uma recomendação para só chegar ao local na parte da tarde, quando a azul-e-branco já teria encerrado suas atividades. 'Na minha veia corre samba e não dinheiro. Não admito essa atitude. Quando faço esse trabalho trato todas as escolas com igualdade de condições', criticou o sambista. No mesmo dia, Laíla garantiu que relataria o ocorrido ao presidente de honra da Beija-Flor Anízio Abraão David.

Presidente da Vila evita polemizar

Procurado pelo Dia na Folia, o produtor do CD, Zacarias Oliveira, minimizou o problema e disse que Laíla não atuou na faixa da escola de Martinho porque tinha 'coisas para resolver na quadra'. Zacarias ressaltou que a ausência de Laíla não resultou em prejuízo, já que a gravadora conta com outro produtor, Mário Jorge Bruno, para cuidar dos trabalhos. 'Estamos trabalhando em perfeita harmonia. O Laíla teve um compromisso, apenas isso', disse.

Nos bastidores, comenta-se que a Vila teria dispensado a presença de Laíla como forma de retaliá-lo pelo resultado da gravação de 2009, que na avaliação da diretoria teria ficado ruim. O presidente da Vila, Wilson Vieira Alves, o Moisés, evitou polemizar e disse que não

Fonte: O Dia na Folia

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Historiador Sérgio Cabral pede para Martinho ser o autor do samba da Vila

Um dos incentivadores da idéia de ter Noel Rosa como enredo da Vila Isabel no Carnaval 2010, Martinho da Vila está engajado e pode até escrever o samba-enredo da agremiação. O pedido foi feito por Sérgio Cabral, pai do governador do Rio de Janeiro, que é historiador da música popular brasileira, e por João Máximo, colaborador do enredo e autor do livro "Noel Rosa - Uma Biografia", uma das bases de estudo do tema. - Gosto de biografia de figuras do Brasil, seja na política ou na cultura. E o Noel foi um sujeito extraordinário, não só como compositor, mas como pessoa. Ele tem uma importância para a música popular brasileira e para o samba. Viveu nos anos 30, início do período governado por Getúlio Vargas, em um Rio de Janeiro de ingenuidade, mesmo boêmio e com a figura da malandragem - contou o carnavalesco Alex de Souza. Ainda sem título oficial, o tema vai ganhando forma nas pesquisas da equipe do carnavalesco Alex de Souza. Assim, a agremiação parte para mais um tema autoral, sem, até o momento, um patrocínio. Até alguns dias atrás, a presidência estava indecisa entre a homenagem a Noel Rosa e o enredo com apoio financeiro sobre um país que não tem muita ligação com o Brasil. Acostumado a desenvolver enredos biográficos, como Joãosinho Trinta, Juscelino Kubitschek e Oswaldo Cruz, no Grupo de Acesso, ele disse que quem gosta de samba vai curtir o enredo da azul-e-branca. - O Noel teve contato com Lamartine Babo, Ari Barroso, Braguinha, entre outros. Estamos consultando pessoas ligadas à música popular brasileira para trocar idéias. O enredo não se limita a leitura de livros biográficos. O botequim, por exemplo, tão presente na vida do Noel, vai ser representado plasticamente. Terá a parte cronológica da vida dele, com o nascimento, a vida e a morte O enredo retrata o Rio daquela época, com o bairro de Vila Isabel e a Lapa, reduto da boemia, além das obras, do rádio e do cinema - adiantou.
Fonte: SRZD Carnavalesco